[ONLINE] Universidade de Aveiro, Portugal

21, 22 e 23 de outubro de 2020

Encruzada: Produção de Saber/Fazer a Partir da Zona Fértil de Coexistência Entre Mundos e Culturas em Qualidade Poética

Thaís Azevedo
Bruno Lorenzi
Igor Boechat

Este artigo apresenta uma rede de discussão estruturada a partir da análise de alguns aspectos simbólicos da produção audiovisual intitulada Encruzada, a qual trabalha com a concepção de um corpo-cosmos, fundamental na Dança Moderna Africana de Germaine Acogny e na corporalidade presente na Capoeira Angola (Cortiço do Abelha), fruto da encruzilhada característica das culturas de terreiro do Terceiro Mundo. Esta análise articula o campo conceitual dos Estudos Culturais, nomeadamente, os atravessamentos das questões identitárias de gênero, raça, performance, colonialidade e saber-poder. O conceito de cruzo compreende aqui as zonas fronteiriças desde a noção de corpo, mente, alma como dos fazeres artísticos advindos do campo do teatro, dança, música, por exemplo, que têm sua materialização de forma integrada e não estanque, em diálogo com seus contextos sociais, culturais, econômicos e políticos em uma relação radical com a alteridade e com o universo sensível.

Palavras-chave: Corpo; Cruzo; Performance; Colonialidade; Poder.