[ONLINE] Universidade de Aveiro, Portugal

21, 22 e 23 de outubro de 2020

“être enculé par le socius, désirer être enculé par le socius”: Dya-Dorina-Monstra em “Grande Sertão: Veredas”

André Feitosa de Sousa
Berta Lúcia Neves Ponte
Edicleison de Freitas Cardoso

Obra do escritor João Guimarães Rosa, “Grande Sertão: Veredas” insere-se feito monstruosidade (Silviano Santiago) no fluxo narrativo sobre o Sertão e o Brasil do século XX. Das inúmeras chaves de aproximação com o imaginário daquele livro, esse trabalho privilegia sua dimensão aquosa e do movimento, enquanto possibilidade de novos trânsitos e deslocamentos nas práticas de legência. A partir de uma inspiração plástico e dialógica pós-estruturalista (Gilles Deleuze e Félix Guattari), as dinâmicas sedimentares do território, da fronteira, do identitário, do nacional concedem novas espacialidades, na investigação do inesperado, do inaugural, do contaminado e do híbrido. O manejo de sobrevivência faz deslizar o corpo da personagem em termos de “soltar o Demo” (o re-demo-nho das folhas soltas), originalmente formulado na textualidade até as dinâmicas próprias das instalações artístico-visuais e planejam, no ano acadêmico de 2021/22, efetuar-se como ritual de incorporação/implicação dos pesquisadores em barca-travessia no rio de São Francisco.

Palavras-chave: Literatura; Grande Sertão: Veredas; Monstro; Diadorina.